sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Árvore da Gangorra

Foi num final de semana que resolvi sair com minha família para a cidade de Sericita, mais precisamente nas terras de meu pai conhecida por todos como Cabeceira de Santana, para reverem parentes e matar a saudade de um pedaço do Paraíso.
Todos estavam felizes com a viagem, pois iria mostrar as minhas filhas os lugares mais belos e a árvore mais velha da Cabeceira de Santana, onde era o lugar predileto de todos da família Santana.
Na família Santana, não há quem não conheça a grande e imponente árvore, com suas flores vermelhas e sua bela copa, onde os pássaros todas as manhas vinham nós contemplar com seus belos cantos.
Debaixo da sua copa, seja no verão ou inverno, era lá que reuníamos para brincar na gangorra e contar os belos causos de família, tendo como testemunha a centenária árvore. Está árvore era a principal de todas as demais, pois ela que dava vida e enfeitava a frente da casa de nossos saudosos avós (Papai Raimundo e Mamãe Corina) assim chamados por todos os netos, bisnetos e tataranetos e lá residia também nosso querido e também saudoso tio Hélio. E foi debaixo dessa arvore que pela primeira vez ouvi a maravilhosa e hilária historia de meu bisavô que até publicada e republicada várias vezes em jornal conhecida como “A Jura de Janjão”, mas isso é outra história.
A árvore da gangorra era bela e encantava a todos da família e visitantes e fui para lá com alegria no coração para levar minhas filhas para brincar e quem sabe também gangorrar debaixo da bela copa.
Amigos ao chegar, deu um aperto no coração e em lágrimas vi estendida ao solo o tronco daquela árvore, que em nossas mentes ficaria ali para sempre para minhas filhas e netos poderem conhecer.
A Árvore da Gangorra deu adeus, cumpriu sua missão de dar alegria a duas ou três gerações da família Santana. Ela jamais sairá de nossas memórias, e mesmo ali com seu tronco no chão encantou minhas filhas que se divertirão e também aprenderam que devemos nos empenhar para preservar a natureza.