sexta-feira, 1 de junho de 2012

A suprema riqueza da sua graça

Hoje meditando na palavra, li que Deus ainda irá mostrar lá na frente, ou como falou Paulo em Ef. 2.1-10, “para mostrar nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus". O texto fala que “a misericórdia e amor de Deus, nos resgatou da morte e dos nossos delitos..., que pela sua graça e salvação, nos vivificou e ressuscitou juntamente com Cristo, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus.” Não fala que ele ainda irá fazer, mas que já fez e realizou todas essas maravilhas para conosco e que já estamos assentados com Cristo nas regiões celestes. Ora, Cristo nos chama para irmos após ele, pois somos seus filhos eleitos. Se olharmos só para a terra não vemos esta realidade, pois temos que ser ainda aperfeiçoados na fé. Assim como “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”, Hb. 11.1, assim pela fé, devemos tomar posse aqui na terra, das riquezas que já temos nos céus.

Esquecemos que a palavra não fala que só fomos ressuscitados, mas que “fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte...,Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos”. Paulo fala que devemos ser participantes das aflições que restam de Cristo – Cl 1.24. Ou seja, não podemos ser somente participantes da gloria, pois para sermos participantes das consolações, temos que antes ser participantes das aflições. II Co.1.7. Para Paulo, não havia mais nada aqui para contemplar a não ser a Igreja de Cristo e cumprimento de seu ministério, pois seus olhos, seu coração, sua vida, já estavam no reino de Deus, assentados juntamente com Cristo. Ele também tinha uma visão profunda, corajosa e incoerente aos olhos humanos, que quanto mais ele fosse despido de si mesmo, entregue totalmente para Deus e desejoso de participar juntamente dos sofrimentos de Cristo, não levando em conta o preço a ser pago, certamente numa proporção que alguns ainda não podem ver, seria participante também pela fé de uma glória, consolo e suprema riqueza da graça de Deus, na medida da sua entrega e consagração; pois ele mesmo, nos declara e confirma em Rm. 8.16-18, sobre esta consolação e glória,... ”somos filhos de Deus; e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Assim  como Ef.2, aqui também ele não está se referindo a uma graça e salvação desfrutados no presente, mas de uma glória ainda a ser revelada em nós.

Convém então pela fé, que continuemos nossa peregrinação neste mundo, olhando para o alto, nossa pátria e cidade permanente. Que venceremos todos os obstáculos, acusações constantes, injustiças, perseguições e perdas por amor a Cristo. Que caminharemos pelos vales e montes, desertos e mares, mas alicerçados nas coisas que ainda não vemos, mas que esperamos confiantemente. Que pela fé, aguardamos nas palavras de Cristo: “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.” Pela fé, aguardamos na justiça de Deus, como disse Isaias [45.21-24], “que diante dele todo joelho se dobrará e toda língua jurará”, como          também está escrito em     Fil.2.10-11.

Somos obra prima de Deus, feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras.       Andemos pois como vivos dentre os mortos, como que assentados com Cristo nas regiões celestes, mas ainda na terra, andando com Deus, nas obras que ele já havia preparado, para  andarmos  nelas.

“De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa constância e fé em todas as perseguições e aflições que suportais..., quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que..., não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna..., quando naquele dia ele vier para ser glorificado nos seus santos e para ser admirado em todos os que tiverem crido.”- 2Tes.2

Daniel Prado Carneiro. – 27.05.2012