domingo, 8 de julho de 2012

A DESPEDIDA DE AGAR


Gênesis 21: 14 - 19

14 Então se levantou Abraão de madrugada e, tomando pão e um odre de água, os deu a Agar, pondo-os sobre o ombro dela; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Beer-Seba.
15 E consumida a água do odre, Agar deitou o menino debaixo de um dos arbustos,
16 e foi assentar-se em frente dele, a boa distância, como a de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. Assim sentada em frente dele, levantou a sua voz e chorou.
17 Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando a Agar desde o céu, disse-lhe: Que tens, Agar? não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.
18 Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande nação.
19 E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino.

No dia em que Abraão despediu sua serva Agar, levantou-se pela madrugada, tomou pão e um odre de água e colocou-os sobre seu ombro, lhe entregou o menino e os deixou nos termos de Beer-Seba (juramento, aliança, concerto), o lugar de suas peregrinações.

O Pai tem se levantado desde a eternidade e provido o homem de tudo que necessita para a caminhada. Deus tem concedido sua Palavra ( o pão), a bênção do Espírito no nosso coração (o odre de água) e tem gerado em nós uma Obra para que cuidemos dela na caminhada. Além do mais, o Senhor não nos tem abandonado no mundo, mas nos tem dado uma direção a seguir.

Depois que Agar (fuga) partiu, passou a caminhar errante pelo deserto e lhe faltou o pão e a água. Ela então se desesperou e lançou o menino debaixo de um arbusto e foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco, porque dizia: que não veja eu morrer o menino. E assentou-se e levantou a sua voz e chorou. A atitude de Agar, a princípio, pareceu até louvável e espiritual. Aparentemente ela se preocupava com a criança, mas na verdade ela estava preocupada somente com sua situação, pois não suportava o seu próprio sofrimento em ver a morte do menino. Ela não levou em conta o sofrimento do menino, e sim o seu sofrimento.

Na verdade o Senhor tem dado aos seus servos, além de todo o suprimento, uma direção e um rumo para sua caminhada, a fim de que alcancem o objetivo que é a eternidade. Deus não nos tem colocado em qualquer lugar, mas dentro dos seus termos, isto é, dentro do seu plano profético, de sua aliança e de suas promessas. No entanto muitos servos do Senhor não seguem suas orientações, e passam a andar errantes e sem direção. Diante das provações do dia a dia, diante dos apertos e lutas, quando os problemas vividos pelo mundo chegam às suas portas e faltam as coisas básica à vida, então o desespero se instala e começa o distanciamento da Palavra (falta o pão), a perda da bênção, da comunhão e da fé (acaba a água do odre), e por fim a Obra (o menino) é abandonada. Quando a pessoa abandona a Obra se afasta até o limite de suas forças (tiro de arco = limite da força humana), e começa a se lamentar de sua sorte, a chorar e sentir autopiedade. A pessoa só pensa em si e não na situação da Obra. O abandono provoca a morte da Obra, mas a pessoa não percebe isso, pois acha que o seu problema e situação são mais importantes.
A Palavra diz que Deus ouviu a voz do menino, e o anjo do Senhor bradou a Agar desde os céus dizendo: Que tens Agar ? (ela que havia recebido tudo de Abraão agora não tinha nada). O anjo disse mais: Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está (no abandono). Deus disse também: Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão. Depois o Senhor abriu-lhe os olhos para que visse o poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino.
Quando a Obra está sofrendo, Deus se levanta imediatamente e vem em seu socorro, pois Ele não aceita que ela seja prejudicada ou venha a morrer. Quando a pessoa entra em dificuldade e abandona a Obra, é por amor à Obra que o Senhor envia o socorro.
A primeira coisa que o Senhor ordena para mudar a situação de alguém é que a Obra seja tomada nos braços novamente, pois ela é mais importante do que a própria vida. Quando a pessoa ouve a voz do Senhor e obedece, Ele logo abre seus olhos para que veja o POÇO, o qual aponta para a pessoa do Senhor Jesus, a fonte das águas vivas, que enche o coração vivificando a Obra.