segunda-feira, 9 de julho de 2012

Evangélicos podem participar de festas juninas?

 

 Teólogo responde

Augustus Nicodemus mostra por que o culto aos santos nas festas juninas acaba por ser um culto a demônios 
unho e julho são meses em que são comemoradas as festas juninas e julinas em todo o País. De caráter popular, as festas geralmente oferecem quitutes feitos de milho e doces e são feitas em homenagens aos santos da igreja católica, particularmente São João, além de Santo Antônio e São Pedro.
Mas a pergunta que muitos evangélicos se fazem nesta época é: podem os crentes participar dessas comemorações e comer da comida consagrada aos santos?
O teólogo e reverendo Augustus Nicodemus discorreu sobre o assunto em um artigo em seu blog e chama a  atenção para que os crentes não participem de cultos e festividades que tem como objetivo final prestar homenagens a santos e imagens.
Lembrando os ensinamentos de Paulo aos coríntios, ele cita que o apóstolo havia dito que os deuses dos pagãos são imaginários. “Ele afirma que aquilo que é sacrificado nos altares pagãos é oferecido, na verdade, aos demônios e não a Deus (1 Coríntios 10.20)”.
Na explicação do teólogo, os gentios não tem consciência que oferecem seus sacrifícios aos demônios. Referindo-se aos habitantes de Corinto, ele diz: “obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios”, ressalta.
O princípio fundamental é que o homem não regenerado, ao quebrar as leis de Deus, mesmo não tendo a intenção de servir a Satanás, acaba obedecendo ao adversário de Deus e fazendo sua vontade, diz o teólogo.
“Satanás é o príncipe desse mundo. Portanto, cada pecado é um tributo em sua honra. Ao recusar-se a adorar ao único Deus verdadeiro, o homem acaba por curvar-se diante de Satanás e de seus anjos”, diz, citando Romanos 1:18-25.
O reverendo destaca que comer a “carne” no templo onde a comida é dedicada aos santos, significa fazer parte do culto prestado a demônios “assim como comer o pão e beber o vinho na Ceia é parte de nosso culto a Deus”.
Ele conclui que consumir comidas servidas durante as festas juninas, como pamonha, milho, paçoca, pipoca ou pé de moleque no âmbito do evento, significa no “frigir dos ovos” prestar um culto aos santos.
Diante disso, a conclusão é que não é recomendável a participação dos evangélicos em festas consagradas a e estas imagens ou entidades religiosas.
Uma outra questão é se devemos ou não aceitar convites para eventos na casa de pessoas que professam outra fé ou mesmo são adeptos da idolatria. “Sim e não, responde Paulo. Sim, caso não haja, entre os convidados, algum crente “fraco” que alerte sobre a procedência da carne (1 Co 10.27). Não, quando isso ocorrer (1 Co 10.28-30)”, diz Nicodemus em seu artigo.
Já comer esses quitutes fora do ambiente de culto é lícito, pois fora do ambiente do culto pagão o alimento não mantém nenhuma relação especial com os demônios.  “Está ‘limpa’ e pode ser consumida”, resume o estudioso.
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