quinta-feira, 5 de julho de 2012

MISTER COLIBRI O GOLPE DA PIRAMEDE



 HÁ MUITA GENTE ESPERTA QUE CAIU NESTE GOLPE ATÉ MESMO PESSOAS MAIS PRÓXIMA E ELAS AINDA PENSAM SER REALMENTE UM NEGOCIO MARAVILHOSO, SEI QUE RECEBEREI CRITICAS MAS COMO SERVO DE DEUS TENHO O DEVER DE ALETAR PARA QUE MAIS NINGUEM VENHA A CAIR NO CONTO DO VIGARIO.


 MISTER COLIBRI – O QUE É ISSO?
Rev. Eneziel Peixoto de Andrade
Em atenção a dúvidas e questionamentos levantados por vários irmãos, sinto-me no dever de apresentar algumas reflexões preliminares sobre uma onda que está invadindo o Brasil, envolvendo membros de igreja e até mesmo pastores, denominada: “Mister Colibri”.
Mister Colibri se apresenta como uma rede social que abre caminho para que os seus membros façam algum investimento (taxa de adesão: R$ 720,00 e aquisição de “Adstations” = Estação de Anúncios, ao preço de R$ 720,00 cada), obtendo assim um fantástico retorno financeiro. Esse valor é convertido em uma espécie de moeda virtual chamada “Loyalty Points” (LP). Cada Adstation adquirida (que inclui uma grade de vídeos comerciais para serem assistidos) recompensa o membro em 40 LPs por semana. Os membros são incentivados a convidar outras pessoas para entrar no negocio, pois: “Quanto mais pessoas você convidar, maiores serão os seus ganhos. Sem limites!”.
Seria prematura aqui uma análise desse negócio, sob o ponto de vista da legalidade, embora pairem muitas suspeitas. Por se tratar de um agente financeiro, essa análise compete ao Ministério Público Federal, ao Banco Central e à Receita Federal. Sem entrar, portanto, nesse mérito, embora o negócio seja um tanto nebuloso, limito-me a fazer algumas considerações de cunho ético, à luz da Palavra de Deus. As pessoas que entraram no “negócio” e tentam, de todas as formas, aliciar novos membros, o fazem sob este argumento: “É a chance de você ganhar muito dinheiro!” É preocupante quando essa se torna a meta do cristão, principalmente se a forma de ganho for questionável.
Eu desejaria ver na busca pelo reino de Deus em primeiro lugar e no ímpeto missionário, a mesma avidez com que alguns membros de igreja e pastores têm entrado nesse programa, bem como o mesmo esforço persuasório com que o têm divulgado.
Tenho preocupações sobre a que ponto pode chegar o envolvimento de crentes com esse “negócio”. A seguir, alisto algumas de minhas preocupações:
Substituição da confiança em Deus por expectativas ilusórias – Por mais que tentem negar, o fato é que Mister Colibri funciona no sistema de pirâmide financeira. Vai chegar o momento em que o crescimento vai-se interromper; aí muita gente vai perder.

Quando o dinheiro assume a centralidade do projeto existencial, principalmente nessa modalidade, ou nos jogos de azar, o indivíduo perde a noção de dependência e graça de Deus.
Para o cristão, o grande “investimento”, com certeza, é confiar inteiramente no Senhor e buscar em primeiro lugar as coisas concernentes ao reino de Deus. Quem faz isso não precisa recorrer a investimentos questionáveis (Mt 6.25-33);
Estímulo do apego ao dinheiro – Geralmente, os que ganham muito dinheiro de forma fácil tornam-se insaciáveis. Essa obsessão pelo dinheiro é condenada na Bíblia: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.” (I Tm 6.6-10). O apego às coisas materiais, especialmente o dinheiro, é loucura. Vale a pena recordar as advertências e recomendações bíblicas contidas nestes textos: Mateus 6.19 a 21; Lucas 12.13 a 21; Colossenses 3.1 e 2;
Influência escravizante – As estratégias adotadas em Mister Colibri podem se transformar num vício escravizante. Jogadores ou investidores compulsivos são capazes de colocar a família em grandes dificuldades, levando-a até mesmo à completa ruína. Tem gente investindo o que tem e o que não tem nesse “negócio”. Há pessoas que não coseguem mais falar sobre outra coisa;
Incompatibilidade com a tradição e ética Protestantes – Na ética Protestante, o lucro legítimo é aquele proveniente do trabalho digno e honesto. Lucros auferidos por meio de injustiça social, juros abusivos, práticas ilegais, fraudes, correntes financeiras, etc., não são abençoados por Deus e não condizem com a nossa herança Protestante.

Confesso que minhas conclusões sobre Mister Colibri ainda são provisórias. Entretanto, já me sinto seguro para dizer: “Não entro nisso! E não aconselho ninguém a entrar.”