quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A alma farta pisa o favo de mel...




 Provérbios 27: 7 
“A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce”.

Segundo o livro de Gênesis, Deus criou o homem do barro e depois soprou-lhe o fôlego de vida nas narinas, e ele foi feito alma vivente. Isto quer dizer que o homem foi criado com três componentes: o corpo, a alma e o espírito. Através do espírito o homem teria comunhão com Deus, que transmitiria sua vontade a este, que por sua vez expressaria esta vontade ao seu corpo através de sua alma. Quando o homem desobedeceu ao Senhor no jardim do Éden, perdeu a comunhão e seu espírito foi mortificado pelo pecado. Desde então o homem passou a viver no plano de sua alma e de seu corpo material, agindo segundo os sentimentos, paixões e desejos de sua alma e de sua carne, corrompendo-se mais e mais no mundo.
A alma do homem tem necessidades que ele procura satisfazer de todas as maneiras que estiverem ao seu alcance. O mundo tem oferecido diversas opções, como prazeres, diversões, vícios, riquezas, religiões e outras aventuras, e muitos têm procurado se fartar de coisas como estas, na tentativa de preencher o vazio do seu coração.
As pessoas que têm vivido assim, geralmente não percebem que, por mais que se fartem das coisas do mundo, na verdade nunca ficarão satisfeitas, e a ilusão da alegria passageira faz com que elas pisem o “favo de mel” quando se vêem diante dele.
O Senhor Jesus é o favo de mel, pois Ele está cheio da doçura do amor de Deus para nos dar, satisfazendo assim as reais necessidades da nossa alma. Quando o Senhor Jesus é apresentado e oferecido, muitas pessoas não têm a sensibilidade necessária para reconhecer a doçura do seu amor, e por isso não o valorizam e o desprezam, pisando nele através de sua rejeição. As pessoas preferem os vícios, as religiões, as riquezas e prazeres efêmeros desta vida, e não abrem o coração para sentir quão doce é o amor do Senhor Jesus pelas suas vidas.
No entanto a Palavra diz que: Para a alma faminta todo amargo é doce. Isto significa que há aqueles que têm percebido que as coisas do mundo não atendem verdadeiramente às necessidades de seus corações, e que no final o que resta é a frustração, a angústia e o vazio cada vez maior. Estas experiências se transformam numa fome e numa sede terríveis para a alma,  levando as pessoas a olharem para o “cálice amargo” que Jesus bebeu pelas suas vidas, pelos seus pecados e transgressões. 
Todo sofrimento, todas as perseguições, as humilhações, a crucificação, e tudo que Jesus passou, foram demasiadamente amargos para Ele, mas no final tudo transformou-se em doçura para nós. Ali estava o doce amor de Deus se manifestando na morte do seu Filho, Ele era o favo de mel que um dia seria oferecido a todos, para atender às necessidades de suas almas e lhes dar vida eterna.

As amarguras das nossas vidas foram transferidas para o Senhor Jesus, e Ele as transformou na doçura do mel do seu amor por nós, quando padeceu na cruz em nosso lugar.

Davi escreveu: “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”. Diante deste amor, não podemos pisar o favo de mel, mas devemos satisfazer toda a necessidade das nossas vidas, pois Ele nos amou até o fim.

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