sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A NATUREZA AMOROSA DE CRISTO E OS “NASCIDOS DE DEUS”



"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" Tiago 4.17
 
Tiago, servo do SENHOR JESUS, escreveu está carta as igrejas com a intenção de exortar os fieis a prosseguirem no Amor de Cristo até o fim para que assim pudessem receber a promessa da salvação.
Hoje podemos ouvir a voz do Amado de nossa alma, por meio da atuação  do seu Santo Espírito, revelando a plenitude do Amor do PAI, pelo favor imerecido, onde Cristo deu a sua vida por nós, morrendo em uma cruz para que por meio do seu sofrimento pudéssemos alcançar a paz verdadeira, por meio da sua solidão pudéssemos constituir uma família (a saber, a Igreja), e isso tudo por que?
 A resposta é uma só e está contida neste versículo,e revela um único caminho, o AMOR.
Interessante que Paulo mesmo, ao ensinar sobre os dons espirituais e exortarmos quanto á busca dos mesmos,ele diz: “Segui o amor...” necessário é seguir primeiro o amor. Jesus é o amor!
Deus nos amou, devemos andar então nesse mesmo amor. Assim se resume todo a prática do Evangelho
DEUS nos ama, e seu AMOR excede barreiras, nem a morte foi capaz de impedi-lo e isso por AMOR, 
DEUS não pode odiar e nem pecar, porque ELE é  AMOR, e essa palavra revela que todo aquele que o aceitar como Senhor recebe o AMOR pelo perdão dos pecados em Cristo Jesus (lembrando que: pelo fato de Deus ser amor, Ele também se torna Justiça, pois não admite o mal).

Vejamos algumas afirmações do SENHOR sobre o seu AMOR pelo homem:

Ezequiel 18:23 
Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?


João 3.16
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.


João 13.34
Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós


Proverbios1.8
Filho meu, ouve a instrução de teu pai


Quanto amor DEUS tem por nós, quanto carinho e zelo.
Esse é o nosso DEUS.

ELE não só nos ama mas tem prazer em cuidar de nós, em zelar pelos seus filhos.
Vejamos alguns textos que demonstram bem está afirmativa:

Exodo 3.7-8

"E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo"

"Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios"

Isaias 27.3
Eu, o SENHOR, a guardo, e cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei.


Salmos 121.7
O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.

POIS BEM, VAMOS TRATAR AGORA DE ALGO QUE PODE NOS PREOCUPAR
O ponto que queremos chegar aqui nesta postagem é o seguinte: Nós, uma vez redimidos por esse amor, fomos feitos servos da justiça e praticantes do BEM. Quando não fazemos o bem e deixamos o amor, pecamos contra Deus e isso é sério.
Vejamos o que a Palavra nos diz em      1 João 3:6-9

“qualquer que permanece nele não vive pecando; qualquer que vive pecando não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo,assim como ele é justo. Quem pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”(1 João 3:6-9).
Nesta passagem , João examina a questão se a pessoa nascida de Deus pode cometer pecados. No versículo 6, o apostolo escreve: “qualquer que permanece nele não vive pecando”, e no versículo 8: “quem pratica o pecado é do diabo”.  Outrossim, no versículo 9, há uma declaração enfática: “qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado[...] e não pode viver pecando”.
 Se fosse possível um cristão pecar, pareceria haver uma contradição nestas porções das Escrituras. Neste caso, João diz que, se não é possível que os que realmente nasceram de novo pequem, deve haver muito poucos cristãos genuínos.
Cada crente ainda possui uma natureza caída, pecadora, bem como o Espírito Santo habitando em si. Alguns entendem que a doutrina da segurança eterna é evidente nas escrituras (Jo 1:12; 10:28; Rm 8:38,39). De acordo com esta doutrina, embora o crente possa errar e até cair no pecado, há uma grande esperança para ele, para que a sua salvação eterna não seja afetada.
Os antinomianos (palavra derivada do grego anti que significa “contra”, e nomos que significa “lei”) argumentam que o concerto da graça não foi estabelecido com base em condições. O resultado é que ninguém pode ser obrigado a responder a alguma lei moral. Somente é exigido deles que creiam, de modo que podem viver como quiserem. Os perfeccionistas vão tão longe, a ponto de dizer que a natureza do pecado foi erradicada, como se tivesse sido cirurgicamente removida.
João estava advertindo os crentes contra esta forma de pensamento, para que não continuem no pecado, mas permaneçam na justiça. Além disto, o apostolo João expões estas doutrinas na instrução: “meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1).
João explica que até mesmo ele era capaz de cometer pecado, não em um sentido habitual, mas como uma ação particular e isolada de uma pessoa que ainda não teve seu corpo transformado na Glória de Cristo. A expressão usada no versículo 9, “não vive na prática do pecado”, está no presente, indicando ação contínua. Por outro lado, no capítulo 2, versículo 1, João usa o tempo aoristo, falando de um ponto no passado, quando um pecado foi cometido.
Além do mais, havia aqueles que ensinavam que o mero conhecimento intelectual e a adesão à fé cristã eram suficientes para tornar um indivíduo aceitável perante Deus, ainda que o tal vivesse uma vida impura. Por isto, João reitera, no verso 7, que somente aqueles que permanecessem na justiça (ho poiôn , uma expressão no particípio que significa “aquele que habitualmente faz”) eram considerados justos.
 Eles não somente estavam fazendo da justiça e da santa vida de Cristo o objeto de sua confiança, mas também o padrão de seu andar e seus costumes. A idéia de João sobre cometer o pecado de maneira permanente  e habitual é explicada também em 3 João 11: “ quem faz bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus”.
 Há dois substantivos no particípio neste versículo ho agathopoiôn,que significa  “aquele que faz o bem, que é uma pessoa benevolente”, e ho kakopoiôn que se refere “àquele que faz o mal,pratica a perversidade,uma pessoa maldosa e maliciosa. Este é o mesmo emprego da palavra que vemos em 1 João  3:7: “quem pratica justiça é justo”.
 João não sugere que o mero fazer bem tornará alguém justo. Isso porque a palavra nos afirma que salvação é pela graça e não pelas obras. Um artesão é uma pessoa que adquiriu uma habilidade e trabalha neste ramo como sua vocação ou profissão.
Por conseguinte, a tradução correta de 1 João 3:8 deveria ser: “quem pratica o pecado”. Mesmo a expressão “não pode pecar ,presente em algumas versões bíblicas, simplesmente significa que o crente fiel não pode pecar habitualmente, deliberadamente,facilmente,maldosamente, ou seja: o pecado jamais pode ser um hábito na vida do crente. Um exemplo: Caim pecou por ódio à bondade. João não ignora a existência da natureza pecaminosa no crente em Jesus,que existe como um mortal em um mundo corrupto. Portanto, João declara,em 1 João 1:8: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos,e não há verdade em nós”.
É impossível , espiritualmente alguém ter em si a vida divina (novo nascimento) e viver de modo pecaminoso. O que acontece as vezes é que o crente se afasta do alto padrão divino de vida ditado pelo Espírito Santo para a nova vida, mas ele não continuará em pecado conhecido (versículo 6,10 do capítulo 3).
O que faz o crente evitar o pecado é a “semente” de Deus permanente nele. A “semente” é a própria vida, natureza e Espírito de Deus habitando no verdadeiro crente em Jesus. Pela fé,pelo poder de Cristo em nós,pelo poder das Santas Escrituras,todo crente e servo do Senhor pode viver a cada momento livre de delitos e pecados contra Deus. Basta querer tal benção.
Espero ter ajudado os irmãos, leitores assíduos e os demais leitores com esta postagem. Que Deus nos dê a cada dia um coração puro e reto para estarmos diante dele irrepreensíveis.

Gabriel Felipe M. Rocha