domingo, 25 de novembro de 2012

Tudo é permitido, mas nem tudo me convém


“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (1Co 6.12).

Tudo me é lícito, ou seja, tudo me é permitido, considerando que fui feito livre, e que tenho livre arbítrio.
Aliás, é bom que se diga que hoje em nosso mundo tudo é permitido, tudo é relativo, pois todo mundo faz então, porque o crente também não pode fazer uma determinada coisa? O que eu observo é que, aquilo que era errado até certo tempo atrás (até bem pouco tempo atrás), hoje não é mais errado, porque afinal de contas, estamos vivendo no século XXI, e vivemos o pós modernismo. Infelizmente, no meio evangélico, não está muito diferente, pois parece-me que tudo que antes não podia agora já pode. Será que a Palavra de Deus deixou de ser a mesma, ou será que foi lançada a Bíblia volume 2, e nós ainda não ficamos sabendo?
Na verdade meu querido leitor e irmão, a Bíblia continua sendo a mesma, ela não mudou, são as pessoas que mudaram e ainda querem dar um jeitinho de se explicarem. É bem claro quando se lê na Palavra de Deus: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm...” Isto significa dizer que um direito torna-se pecado se prejudica ao próximo ou a nós mesmos.
Então, é bom que se leia a Bíblia e que se pense bem antes de se fazer uma determinada coisa, buscando saber se tal coisa vai prejudicar o meu irmão ou não, e, se fazendo tal coisa, eu posso glorificar a Deus, caso contrário, é bom que não se faça, porque está escrito: “Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.” (1Co 10.32,33). Como lemos, não devemos ser causa de tropeço para ninguém e muito menos devemos buscar os nossos próprios interesses. Logo, NEM TUDO ME CONVÊM, porque o nosso modelo não é o mundo e nem o que andam fazendo a nossa volta, mas sim a Palavra de Deus. Em uma outra situação, onde há princípios a serem seguidos, o apóstolo Paulo disse: “Contudo, se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.” (1Co 11.16).
Siga a Palavra de Deus, e não tenha vergonha de deixar de fazer determinadas coisas. Procure ter coragem para fazer a diferença num mundo de “iguais”, onde tudo pode, mas para Deus não pode, porque sua Palavra continua sendo absoluta, viva e eficaz.

  Paulo Roberto da Silva