sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Como sés formosa querida minha, como és formosa!

 
Como sés formosa querida minha, como és formosa! Os teus olhos são como os das pombas, e brilham através do véu”.“Os seus dentes, como o rebanho das ovelhas recémtosquiadas que sobem ao lavadouro, e todas produzem gêmeos”.“Os teus lábios como fio de escarlate, a tua boca é formosa” “O teu pescoço é como torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela, todos broquéis de valorosos”.“Os teus dois seios, são como duas crias gêmeas de uma gazela, que se apascentam entre os lírios”.“Antes que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao outeiro do incenso”.“ Tu és formosa querida minha, em ti não há defeito”.“Vem comigo do Líbano minha esposa”“ Arrebataste-me o coração... com uma só pérola do teu pescoço”. “Que belo é o teu amor”“ Os teus lábios ... destilam mel, mel e leite estão debaixo da tua língua”Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada”.“Os teus renovos, são um pomar de romãs com frutos excelentes: a hena e o nardo”.“ O nardo, o açafrão, o cálamo”.“És a fonte dos  jardins”.“ Levanta-te vento norte, e vem tu, vento sul e assopra no meu jardim, para que se derramem os teus aromas”. Cantares 4:1-16


Conforme a introdução dada, este capítulo evidencia a Meia-Noite, aquele momento em que a igreja está pronta, e o Senhor a observa, aguardando o momento de vir arrebatá-la. O Senhor se vê através dela. Ele a vê como corpo, e a contempla nessa última hora.
V. 1 - ”Como sés formosa querida minha, como és formosa!
Os teus olhos são como os das pombas, e brilham através do véu”. Fala do olhar do Espírito que a igreja reflete, porque é uma igreja totalmente no Espírito, sem nada da carne; reflete luz nas trevas através do último adorno a ser colocado: o véu. Os cabelos são como rebanhos de cabras, que descem ondeantes do
monte de Gileade”. A igreja é vista através dos cabelos. Estes falam dos pensamentos do homem, numa uniformidade perfeita, todos pensando de igual maneira, à semelhança de um rebanho de cabras, que descem ondeantes, pensando e agindo concordemente, numa cadência bonita; não param em uma  sucessão de continuidade; é dinâmica. Os pensamento, vistos através dos cabelos, mostram que ela vive, aquilo que prega, o exterior, é o reflexo do que é o interior. É a igreja que se movimenta pelo Espírito.
“Descem ondeantes o monte de Gileade”. É em Gileade seu pasto. Gileade nos fala de terra boa, fértil porque recebe água do Jordão. O mar Morto, se lhe avizinha, mas não a afeta; assim vive a igreja, em terra árida, mas ela recebe de Jesus a água da vida, e o alimento, e o sustento; o alimento é em
Cristo, através da comunhão, do clamor a todo tempo .
V. 2 - “Os seus dentes, como o rebanho das ovelhas recémtosquiadas que sobem ao lavadouro, e todas produzem gêmeos”. É uma aparência de ovelhas tosquiadas, arrumadas, prontas, perfeitas, e “nenhuma há sem crias”, é o que se pode exprimir. É a igreja, que nesta hora, está recémaparada: todo dia, toda hora, não há excesso nela, reflete o que vai no conjunto, em unidade perfeita, é sem aparência pessoal , é vista num conjunto, como se vê uma boca, não um dente, mas os dentes, um conjunto. Para justificar tal  aparência, tal beleza, há indicação de onde elas sobem: “do lavadouro”. l João 1:7 - “Se andarmos na luz, como na luz Ele está, temos comunhão uns com os outros e o Sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado”.
É a igreja, que está constantemente a lavar-se no sangue purificador de Jesus, no qual o lavadouro é  símbolo, e é algo que sugere continuidade: sobem. É uma constante. Uma igreja de tal maneira, no Espírito, produz gêmeos fala de salvação sem parar, frutos em abundância dobrado, não há falta de salvação. “Não há nenhuma sem crias”.
V. 3 - “Os teus lábios como fio de escarlate, a tua boca é formosa”
Lábios santificados pelo Sangue de Jesus, testificam do seu Salvador. “As tuas faces, brilham como romãs partidas”. É a igreja, cujo interior está aberto para com os de fora, a fim de que vejam, e queiram dela usar.
V. 4 - “O teu pescoço é como torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela, todos   broquéis de valorosos”. Interessante, é ver-se a comparação daquilo que é o sustentáculo da cabeça,  comparada à Torre Davi. Era a Torre de Davi, um lugar de onde toda a cidade era vigiada, indicando
lutas e vitórias. Assim, é ela comparada à obra de Davi, onde armas de guerra eram ali guardadas: Palavra, Clamor, Oração, Jejum, Madrugadas, às semelhanças das cinco pedras as armas são usadas por Davi na luta contra Golias.
Todas essas armas são broquéis de valorosos. “Mil escudos pendem dela”. O escudo, é arma de defesa, é movimentado em todas as direções, fala da fé, que não é estática, mas dinâmica. Efésios 6:16 - “Tomando sobre tudo, o escudo da fé, com o qual, podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno”.
V. 5 - “Os teus dois seios, são como duas crias gêmeas de uma gazela, que se apascentam entre os lírios”.
O Senhor se alegra em ver o alimento em abundância, com o qual a igreja alimenta aqueles que buscam nelas sustento. Ela tem a palavra e a dá. o Senhor a quer assim. E para mostrar que o alimento do Senhor está entre os lírios, simbolizando a igreja santificada. É ali que o Senhor se alimenta.
V. 6 - “Antes que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao outeiro do incenso”.
A igreja está pronta. O Senhor a vê e a contempla, é a igreja do arrebatamento, e o verso é profético, e insere uma belíssima profecia - a da morte e ressurreição do Senhor. Vê-se nessas palavras: Irei ao monte da mirra, sua subida ao monte das oliveiras, sua passagem pela prensa do sofrimento, e logo a seguir, fala do monte de incenso, sua glorificação, tudo ali (Gólgota) se cumpriu para a Glória do Pai, e para sua própria Glória. Tudo o que a igreja é no presente, passado e futuro, está condicionado a
esta realidade. A igreja, por sua vez, está preparada, e ela sabe que as trevas virão mas ela aguarda o raiar de uma nova aurora.
O Senhor a contempla, e a descreve em sua beleza: “o trabalho penoso de sua alma, Ele verá, e ficará satisfeito”. Isaías 53:11. Depois dessa profecia, volta a apreciação do Noivo à Noiva.
V. 7 - “Tu és formosa querida minha, em ti não há defeito”.
É o deleite daquilo que Ele, o Senhor fez nela através do seu sangue: Vê-la sem mancha, sem macula, sem ruga. É realmente a igreja que vive no clamor.
V. 8 - “Vem comigo do Líbano minha esposa”
O Senhor convida a esposa, e a chama do Líbano. Que quer o Senhor dizer com isso? Percebe-se imediatamente que o Senhor está mostrando que Líbano é gentio, não é Israel. É o povo rejeitado pelo Senhor, dai, do meio dos gentios, levante Ele a sua noiva. “Olha desde o cume de Amana”. Ele leva a igreja, a um outro pico de montanha, também fora de Israel, e mostra, de onde ela foi chamada . Sentir também, perto de Israel e Hermom fronteira com Israel. O Senhor mostra que dos gentios é tirada a sua igreja, desde as habitações, as moradas dos leões, fala dos lugares de opressões, de onde ela é tirada e acrescenta, das moradas dos leopardos, do meio do paganismo. Vem comigo igreja minha, de todos os cantos o Senhor está chamando a igreja.
V. 9 - “Arrebataste-me o coração... com uma só pérola do teu pescoço”.
Dá-se aqui algo de maravilhoso. O Senhor vê em sua igreja, a ornamentála de uma só pérola, suficientes para arrebatar-lhes o coração. Fala esta pérola dele mesmo. A pérola de valor inestimável. Mateus 13:46
- “E encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou ”. O texto nos obriga a uma parada. Depois do Senhor contemplar a igreja, Ele se contempla a si mesmo, e antevê todas as coisas: É a profecia cumprida. Tudo se processando dentro desta realidade. A igreja recebeu o Senhor, e Ele torna-se a evidência maior de sua vida, seu enfeite máximo; e o Senhor se vê nela, e isto arrebata-lhe o coração. Ela o valoriza, e isto lhe agrada. Ele se vê o único. Quanto mais ele se vê na
igreja, mais Ele se alegra quanto mais perto deles, mais longe dos ídolos, da idolatria, que tanto lhe é abominável.
V. 10 - “Que belo é o teu amor”
É a apreciação que lhe faz o noivo.
V. 11 - “Os teus lábios ... destilam mel, mel e leite estão debaixo da tua língua”
Salmo 19:10 - “... mais doces que o mel”. Assim é a palavra do Senhor, e a igreja no Espírito se alimenta e fala dessas palavras. Leite e mel, falam de riqueza, de alimento.
l Pedro 2:2 - “desejai ardentemente como crianças recém-nascidas, o leite espiritual”. Leite é sustento, mel é doçura, e estas coisas são os alimentos que fazem parte do grande banquete como se vê no cap. 5:1 - “Já comi o meu favo, e já bebi o meu leite, comei e bebei abundantemente”. A igreja fiel, nessa hora, está preocupada em pregar tudo a respeito da vida eterna: Ela fala de Salvação, Batismo com o Espírito Santo,
Dons Espirituais, Frutos, Ministérios, Arrebatamento, Grande Tribulação, e fala do Milênio; do Novo Céu e da Nova Terra. Ela prega sobre o desagrado de Deus para com o pecado, e da vida santificada
que Deus quer para os fiéis.
V. 12 - “Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada”.
É realmente um texto, que prova o profundo sentimento do Senhor por uma igreja que foi comprada por um precioso preço, e é, portanto, propriedade exclusiva dele: “Jardim fechado”. É como Ele a vê.
Fala desta salvação como sendo restritiva, e selada com seu Espírito. É restritiva a Cristo, pois fora dele, não há salvação. A igreja é, portanto, identificada por Cristo, pela sua fidelidade a Ele e o abominar do pecado, é uma determinação dele.
ll Timóteo 2:19 - “Entretanto, o firme fundamento de Deus, permanecetendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: “Aparta-se do pecado, aquele que professa o nome do Senhor.”
Note-se a expressão: “Fonte selada”. Indica que a salvação é exclusiva dos que estão em Cristo Jesus.
V. 13-15 - “Os teus renovos, são um pomar de romãs com frutos excelentes: a hena e o nardo”.
Interessante é a observância quanto aos renovos, pois estes falam de renovação da planta, que traz os frutos de toda espécie: Salvação implica estar em Cristo e em gozo de todas as bênçãos oriundas dela. Renovos que surgem, bênçãos de igreja revigorada pelos dons, ministérios e serviços.
- Mostra o vento do Espírito soprando em todas as direções, derramando-se, e produzindo gozo no coração do Senhor. Comparar por sua vez, os renovos de pomar de romãs, é bem apropriado, pois a romã apresenta-se como um conteúdo de sementes, agrupadas, e cheia de líquido, ao mesmo tempo em que é um só fruto. Desta forma, a igreja é um conjunto de muitas vidas com capacidade de se multiplicarem, ao mesmo tempo que é um só corpo. Uma característica da fruta, é abrir-se mostrando os grãos suculentos e vermelhos. A igreja preparada é aberta, é vista, é atraente, e nisto o Senhor é glorificado, e se alegra.
V. 14 - “O nardo, o açafrão, o cálamo”.
São resinas que dão gosto, cheiro, e preservam. São aquilo que edificam consolando, aliviando, trazendo benefícios. (l Coríntios 12: 28-31). É para isto que a igreja caminha, nesta direção, com toda a sorte de árvores de incenso, súplica, clamor, intercessão, adoração. Com mirra, significa com lutas, aloés, perfume, louvor, glorificação.
V. 15 - “És a fonte dos jardins”.
É o sustento de tudo, a comunhão, é a fonte de tudo isso. Poço das águas vivas, é a salvação através da comunhão, que correm do Líbano.
V. 16 - “Levanta-te vento norte, e vem tu, vento sul e assopra no meu jardim, para que se derramem os teus aromas”.
Este é o pleno Desejo do Senhor; ver o vento do Espírito soprando sobre a igreja, e que alegra o coração daquele que tudo fez para que isto fosse possível. O vento do Espírito e a sua bênção, não foi o fim das coisas, mas o início delas, é a força da igreja que está se renovando constantemente, com árvore que é sacudida, e vê cair por terra, as suas folhas secas, e as novas vão surgindo; as flores caindo para dar lugar
aos frutos. Nesta hora que antecede a vinda do Senhor, a igreja é provada por esta sopro do Espírito em todas as direções.