quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

“E TU, SE UMA BENÇÃO”


 
Deus separará o Trigo do joio. Isso é fato. Mas nós somos o trigo, os filhos de Deus. O maior problema nosso é não morrer para nós mesmos, para o nosso conforto, para nossa força, para nossa confiança em nós mesmos, para a nossa independência de Deus, e não produzir frutos, assim como o Senhor falou em João 12:24. Mas como morrer? Somente a graça de Deus, leva cada um de nós para a cruz, na medida que cada um pode suportar as aflições de Cristo. Então só assim podemos dar muitos frutos. Quando passamos por duras provas, muitos nos julgam, como se estivéssemos em pecado, assim como agiram os amigos de Jó na sua mente, mas na verdade o amor de Deus está nos ensinando e nos fortalecendo neste caminho de cruz, sem o qual, jamais seremos realmente transformados. Sem esse fogo que purifica o ouro e essa pressão enorme que produz o diamante, seremos apenas frágeis flores, que na primeira tempestade, sucumbiremos diante das provações. Mas essa vida de cruz, não é um probleminha passageiro, mas uma fornalha ou olaria de Deus, onde sua misericórdia e fidelidade nos leva lentamente para a verdadeira transformação e santificação, que é a obra da graça de Deus e não porque nasci dentro da igreja ou porque mereço algo de Deus. Então passamos a entender um pouco dos muitos sofrimentos que o Senhor Jesus passou por nós, sendo o próprio filho de Deus. Podemos ver isso na vida de Paulo. Vejamos o que ele diz da sua experiência sobre este mortificar de Jesus em nós  – “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.” II Cor. 4:7-11 -  Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.” - I Cor. 4:11-13Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.” – Rom. 8:35-36“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos.” -  II Cor. 1:8-9.
Ate aonde morremos? Ate aonde crescemos? Até aonde chegamos? Qual a nossa estatura espiritual? Só o Senhor pode medir a graça e a transformação  operada sobre cada um de nós. Aqueles que passaram por muitas humilhações, escárnios, perseguições, profundas angustias, tribulações e “um desesperar da própria vida”, poderão ser úteis nas mãos do Senhor, que capacita a quem quer que seja conforme sua graça e bondade, para que possamos realmente cumprir os propósitos que Deus estabeleceu no nosso rico chamamento e vocação celestial, visto que não somos mais um grão de trigo separado, mas pão que alimenta a multidão. Não somos mais os mesmos, mas agora servos e vidas que passam juntamente com Cristo, por sua morte e parte de suas aflições, para que não mais justificados em nós mesmos ou pelas nossas obras de justiça, mas pela graça do Pai, produziremos o fruto que agrada o coração do Pai, o nosso Deus, que é cheio de graça, e que ressuscita os mortos. “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” - Atos 20:24

Dpc – 05.12.12