quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O combate da Fé, que Paulo tanto enfatizou para seu amado filho Timóteo.

"De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição.” – Rom. 6:4-5
É uma realidade que Jesus já fez tudo por nós, ao nos atrair naquela cruz, nos concedendo a vida eterna, incluindo-nos em sua morte e ressurreição, mas outra coisa, é a salvação da vida da alma. Esta é lenta, demorada, leva a vida inteira. Para alguns ou poucos, esse mortificar é uma realidade cotidiana, onde existe em primeiro lugar a busca intensa de Deus e a negação do eu. 
Travaremos todos os dias uma luta constante com a natureza do pecado que ainda está em nós, pois o próprio Senhor avisou a todos que querem segui-lo, que não seria fácil; que o caminho é apertado; que o fogo do intenso e eterno amor de Deus por nós, queima, e nós, através de todas as circunstâncias que Ele permite na sua graça e soberania, vamos assim aprendendo a negar a nós mesmos e carregar a nossa cruz; não por nosso mérito, pois nenhum de nós chegaria até a estatura de Cristo, se não fosse por essa graça. É um crescimento com várias fases, como em nossas vidas naturais, onde dia a dia, vemos que algo ficou pra trás e algo novo está nascendo. Essas são as misericórdias de Deus que se renovam a cada manha. É o cumprimento da palavra de Deus que diz: Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” – Fil. 1:6
Cremos que já somos mais do que vencedores em Cristo Jesus, mas não podemos baixar as armas, nem desanimar ou achar que tudo já está feito, pois sabemos que temos uma carreira a nossa frente. Uma luta, onde não desferimos golpes no ar. Uma corrida, onde queremos a coroa da vitória. Uma milícia, onde Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.” - II Tim. 2:4-5
Então com a ajuda da graça de Deus, que nos capacita em nossa busca e negação diária, chegaremos ao final da nossa carreira como obreiros aprovados, e poderemos dizer também: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” - II Tim. 4:7-8

- Daniel Prado Carneiro - 25.02.2013