quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

OS SADUCEUS E A RESSURREIÇÃO


Lucas 20: 27-38

Os Saduceus eram membros de uma seita existente no tempo do Senhor Jesus, que não cria na ressurreição dos mortos. Eles tentaram provar o Senhor perguntando algo relativo à Lei de Moisés, mas com o objetivo de negar o fato da ressurreição.
Disseram eles que um certo homem, casado com uma certa mulher, morreu sem deixar filhos e seu irmão, conforme mandava a Lei, casou com a viúva para lhe suscitar descendência. No entanto, este também morreu sem gerar filhos, deixando a obrigação para um terceiro irmão. Por fim, todos os sete irmãos casaram com a mulher e morreram, sem contudo deixar descendência. Depois disso também morreu a mulher. Os Saduceus quiseram então saber de Jesus, com qual dos irmãos ficaria a mulher depois da ressurreição.
Esta questão envolve uma situação espiritual existente no meio do povo de Deus hoje em dia. A mulher aqui, aponta para a igreja. Os seus sete maridos representam todos aqueles que são chamados para assumirem um compromisso com a igreja, para se unirem a ela, com o propósito de produzir um fruto.
Diante destes fatos, onde está a Obra? A Obra é o filho que não foi gerado. O Espírito Santo tem mostrado com esta passagem, o que acontece conosco e com a igreja, se a Obra não for gerada através do nosso relacionamento com a igreja.
Quando o Senhor, pelo seu Espírito, atrai alguém para a igreja, o faz com o propósito de que a pessoa assuma um compromisso com a igreja, que é o corpo do Senhor Jesus. Quando este compromisso e esta aliança é feita com sinceridade, com amor e dedicação, inevitavelmente surge um fruto, que é a Obra do Espírito no nosso coração. A Obra é o fruto resultante, é o filho gerado no nosso interior para cumprir o propósito da Palavra de Deus.
Mas quando a pessoa se achega à igreja e não se une a ela verdadeiramente, não entendendo a sua função no Corpo de Cristo, fica estéril, não produz os frutos do Espírito em sua vida e mais cedo ou mais tarde acaba morrendo espiritualmente, pois quando a Obra não é gerada, a morte se apresenta para cumprir o seu juízo. Jesus disse que toda árvore que não produz fruto, deve ser cortada e lançada no fogo.
         Mas o que acontecerá com a igreja se todos os que se unirem a ela não produzirem o fruto da Obra? Se isso acontecer, a igreja como um organismo vivo também acaba morrendo, pois ela perde aquilo que lhe dá a vida: a operação dinâmica o Espírito nos membros do seu corpo, que gera uma Obra viva e eterna, pela revelação do Senhor Jesus.
         Para que sobrevivamos espiritualmente, precisamos estar unidos ao corpo de Cristo, vivendo segundo a revelação que produz o filho (Obra), resultado da nossa experiência diária de crescimento espiritual. A nossa dedicação para com a igreja é uma relação de troca mútua de vida, cujo resultado é a Obra do Espírito, que nos aperfeiçoa e nos prepara para a eternidade com o Senhor Jesus.