quinta-feira, 28 de março de 2013

De caminhar se faz o caminho

Diz salomão, no livro de cantares (6:10): “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a luz, bela como o sol, formidável igual a um exército em ordem de batalha?” Quando lia esse texto, maravilhava-me pela grandeza poética e eu ainda não conhecia a Obra de Deus, mergulhado que estava na religião, com medo da morte, ainda que cercado de posição e glória. Não sabia discernir o futuro além da vida, era pobre, cego e nu e não me dava conta .Nada me saciava o coração, que só o Absoluto era capaz de satisfazer, nada, nem entendia bem os versos que escrevi no meu primeiro livro (1960): “O homem é uma angústia de Deus”. E era um Deus distante, o mesmo que me retirou, misteriosamente , já sem forças , do fundo do mar de Tramandaí, no Rio Grande do Sul. E sobre Ele mal ouvira falar. Passara dos quarenta e três anos, quando fui convidado para um culto na Igreja Cristã Maranata, da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Algo me aconteceu que não conseguia explicar no limite da razão e chorei. Sob o peso da luz do
Altíssimo. Encantei-me com o louvor, a Palavra que me atingiu como flecha, a sabedoria da cerimônia e a formosura dos hinos e dos dons. E era um homem acostumado à dureza da lei, judicioso e frio (separava a sensibilidade do poeta, da busca de verdade do jurista). Freqüentei aquela igreja e a mão do Oleiro trabalhava o barro e o barro guardava o sonho de Deus. Então me foi entregue um sinal de que a madeira
que eu levava, ia-se tornando leve na medida do caminho.E aprendi com o poeta espanhol Antonio Machado, que, “ de caminhar se faz o caminho”. E não havia outro caminho senão Jesus, “a porta das ovelhas”, o “caminho, verdade e vida”.Ou “Aquele que é Palavra de Deus”.Percebi que a Obra do Senhor
não é razão, mas fé, que nasce de ouvir a Palavra. Um dia visitei a cidade de Petrópolis , no interior carioca e ali escutei uma pregação do Pr. Gedelti Gueiros sobre a nobreza de Moisés, que, apesar de saber que não entraria na Terra Prometida, cumpriu a missão que lhe foi conada. Isso me comoveu. E ao meditar a Bíblia, no momento em que aceitei o Salvador, fui abrasado e tocado pelo Espírito Santo. E nada mais foi igual. “Ao ter conhecimento e intimidade com o Poderoso de Jacó, entendi a profundeza da conssão de Paulo:” Não sou eu mais quem vive, mas Cristo que vive em mim”. Ou “tudo posso Naquele que me fortalece”. E não há mais divisão em mim e se choro é de alegria, paz, felicidade, porque o amor de Deus é tão forte, vasto, puro, que nos constrange. E “Ele faz coisas grandiosas que não se podem esquadrinhar”( Jó, 5:9). Lembrando de novo o que arma o livro de Cantares (2:16):”O meu amado é meu e eu, sou Dele”. Encontrei isso tudo, através da Igreja Cristã Maranata , que tem doutrina modelar e o que inexiste em outra denominação, um Ministério não pago, onde se manifestam sinais, curas, libertações, poder de Deus,  mudança de vida, Revelação da Palavra. Sendo o mais importante desígnio, a evangelização e salvação de almas, embora a prosperidade nos acompanhe. Pois “nada vale ao homem conquistar o mundo inteiro e perder sua eternidade”. Deus é permanente, nós passamos.

Carlos Nejar
Vida longa à Igreja Maranata