segunda-feira, 25 de março de 2013

Resposta ao artigo: “Maranata: o Senhor Jesus saiu”

MARANATA, ORA VEM SENHOR JESUS
Resposta ao artigo: “Maranata: o Senhor Jesus saiu” de autoria do estudante de história Gabriel Tebaldi publicado na última semana no jornal A Gazeta e no portal Gazeta Online.
 
A desejável liberdade de expressão esperada pelo público por meio de uma imprensa séria deve ser atrelada a, no mínimo, alguns aspectos fundamentais: a imparcialidade, quando se busca noticiar, informar acerca de um fato relevante e conhecimento de causa, pesquisa, investigação, quando se pretende opinar.
Desde que, não sabemos atendendo a quais interesses, o exercício das instituições midiáticas passou a mãos de quem nunca colocou os pés na academia para discutir jornalismo aconteceu, temos observado uma derrocada rumo à desinformação, parcialidade e uma opinião alicerçada em fontes cada vez mais duvidosas e superficiais que ainda se reforçou com o estabelecimento da internet.
O dom de escrever bem, muita gente possui, mas para informar, ou opinar de maneira segura é necessário transpor a barreira dos interesses mercadológicos e do sensacionalismo, afinal, jornal vive de publicidade e de venda é justamente por isso que perde em credibilidade a cada dia, o que me fez desencantar e não seguir a profissão de minha formação.
Sou membro assíduo da Igreja Cristã Maranata há 15 anos, nessa instituição aprendi a professar uma fé verdadeira em Cristo Jesus sem quaisquer interesses materiais, a respeitar, cuidar e ser cuidado pelos irmãos. Lá constituí uma família, angariei muitas amizades e tenho tido experiências com um Deus vivo que tanto tem me abençoado e com a Sua palavra. Essas experiências, de seguir a palavra de Deus, pregar o evangelho e testemunhar o poder maravilhoso do Senhor é, nesse simples artigo, meu conhecimento de causa para refutar o texto publicado em A gazeta de título “Maranata: o Senhor Jesus saiu” de autoria do estudante de história Gabriel Tebaldi.
O autor do texto até tem uma discurso bem articulado, escreve bem, porém utiliza como base de tudo o que escreveu uma única fonte, que por sinal é também fonte pagadora de seus proventos, o que por si só já põe em xeque o objetivo do texto.  Cabe aqui diante do argumentado uma consideração,  jamais recebi da igreja para defender seus interesses, mas sou devedor eterno a Deus pela minha salvação e por tudo que Ele tem feito a mim através desta instituição.
A introdução o texto discorre sobre a 3ª Grande Reunião, que celebrou o início das comemorações pelos 45 anos da Igreja Cristã Maranata. Frisei a expressão “ início” justamente para explicar que o aniversário é como dito em outubro, mas a festa e a alegria não cabe em um mês, ela é contínua e não ao acaso, tem um objetivo nobre, um cunho evangelístico de anunciar ao mundo a volta de Jesus.
Sobre o que disse acerca do evento, é uma pena que provavelmente o autor do texto não esteve lá, não pôde comparecer, pois se estivesse, sentiria a presença do Senhor no local. Testemunharia o quebrantamento, não de milhares de alienados, como insistem desqualificar muitos que nunca sentiram o que sentimos ou que já sentiram e esqueceram, mas sim de vidas que ali naquele lugar tiveram um encontro com Deus, ao cantar os louvores e participar das mensagens. Eu pude ir lá e afirmo, Deus estava ali, cumprindo o que está escrito em Mateus, que diz: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” e muito mais ainda o que diz no versículo final deste mesmo evangelho: eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Acerca da expressão irônica de que Cristo quase ficou preso nos engarrafamentos da cidade, fico com o que me garante a Bíblia, de que um dos principais atributos de Deus é sua onipresença e, portanto o Criador não precisa de ônibus para chegar ao local, nem de carros, ele não fica preso em engarrafamentos, já estava lá esperando os 125.000 fiéis, o seu Espírito Santo veio também dentro de cada coração que estava ansioso pra receber uma benção e o Senhor esteve também presente nos 97 países, no meio de mais de dois milhões de participantes que viram e ouviram a reunião através da transmissão via satélite e da rádio web Maanaim.
As frases e as orações expressaram no evento uma certeza, Jesus está voltando! Se há dúvidas é só lermos as escrituras, que nos indicam de gênesis a apocalipse de que isso é fidedigno e iminente na nossa geração. Os sinais estão diante de nós.
O pastor do salmo 23, texto que no artigo foi trocado pelo salmo 22, não veste terno e gravata, é Jesus, que por sinal também está profetizado no próprio salmo 22, que é o salmo da cruz. Ele se deu por nós, tem cuidado da sua igreja e a promessa Dele é fiel, pois quem o tem como pastor não tem falta de nada. O que é devolvido a Deus por cada um como oferta, é de Deus e, portanto devolvido a Ele por fé. Afirmo categoricamente que aqueles que o fizeram dessa forma estão tranquilos, não fazem alarde, pois têm a certeza de que a justiça de Deus e dos homens será feita. Isso é fato e já há muito superado para os que têm a sua experiência com Deus e não com homem ou qualquer denominação a preocupação é sem dúvida externa em sua exclusividade. Mesmo assim, para os que não conhecem é bom esclarecermos, que o que mais valorizamos é o amor de Deus. Visitamos os irmãos enfermos, ajudamos, oramos e assistimos ao necessitado, pois cumprimos o que fora dito pelo Senhor Jesus a Pedro: Tu me amas, Apascenta as minhas ovelhas. Essa é a nossa forma de gratidão.
Quanto ao uso espiritual da armadura de Deus descrita em Efésios, a igreja fiel do Senhor sabe muito bem o que ela significa, sobretudo o escudo da fé, que nos protege e nos mantém no caminho, todavia quem parece estar armado de preconceitos, ironias e intenções duvidosas não é a igreja Cristã Maranata, pois ela se reserva a prestar todos os esclarecimentos as autoridades competentes. Já os membros dessa instituição séria estão sendo expostos pela infâmia e a acusação precipitada de uma parte conhecida da nossa imprensa que esquece a lei que preconiza só podermos acusar alguém depois da condenação transitada em julgado. Todo dia uma notícia vem como em um conta gotas, de preferência com uma manchete bem atrativa, e assim quem sabe chega-se próximo ao primeiro lugar na venda de jornais, posição que já perdida há muito tempo.
Em toda essa história, o que requer mais fé de todos nós para crer é que em uma entrevista a um canal de televisão, quando uma repórter perguntou por quatro vezes qual era o real motivo das supostas coações e ameaças, que culminou na prisão de quatro pastores da igreja, um membro do nosso respeitável Ministério Público afirmou, meio sem graça, advir principalmente de mensagens subliminares.
Homens com décadas de evangelho, que exercem um ministério não remunerado e possuem outras atividades para sua subsistência, como foi inclusive noticiado, e que dedicaram suas vidas a zelar pela palavra de Deus, merecem no mínimo respeito e credibilidade. Suas histórias de vida em seriedade são reais e conhecidas e não subliminares e ocultas.
Como membros e praticantes da palavra de Deus nos submetemos as autoridades e estamos em oração. O Deus a quem servimos jamais nos decepcionará, como escrito em Eclesiastes: “Ele há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”.
Diante da seriedade do evangelho e da missão de pregar a esse mundo que o fim está próximo, não temos tempo para ironias contidas entre aspas. Sabemos em quem temos crido e estamos certos de que é poderoso. O homem sedento e sem direção precisa ouvir e vamos continuar anunciando: Maranata, o Senhor Jesus Vem!
 
Wagner Carvalho Júnior, 29 anos é Jornalista (Ufes)
 e Especialista em Políticas e Gestão de Segurança Pública (Ufes)