terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Último discurso de Martin Luther King

Freqüentemente imagino que todos nós pensamos no dia em que seremos vitimados por aquilo que é o denominador comum e derradeiro da vida, essa alguma coisa a que chamamos morte.
Freqüentemente penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não num sentido angustiante.
Freqüentemente pergunto a mim mesmo o que é que eu gostaria que fosse dito então, e deixo aqui com vocês a resposta.
Se vocês estiverem ao meu lado quando eu encontrar o meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral.
Se vocês conseguirem alguém para fazer a oração fúnebre, digam-lhe:
* para não falar muito;
* para não mencionar que eu tenho trezentos prêmios, isto não é importante;
* para não dizer o lugar onde estudei.
Eu gostaria que alguém mencionasse aquele dia em que
* eu tentei dar minha vida a serviço dos outros;
* eu tentei amar alguém;
* eu tentei ser honesto e caminhar com o próximo;
* eu tentei visitar os que estavam na prisão;
* eu tentei vestir um mendigo;
* eu tentei amar e servir a humanidade.
Sim, se quiserem dizer algo, digam que
EU FUI ARAUTO:
* arauto da justiça;
* arauto da paz;
* arauto do direito.
Todas as outras coisas triviais não têm importância.
Não quero deixar atrás
* nenhum dinheiro;
* coisas finas e luxuosas.
Só quero deixar atrás
* uma vida de dedicação.
E isto é tudo o que eu tenho a dizer:
SE EU PUDER
* ajudar alguém a seguir adiante;
* animar a alguém com uma canção;
* mostra a alguém o caminho certo;
* cumprir meu dever de cristão;
* levar a solução para alguém;
* divulgar a mensagem que o Senhor deixou
então,
MINHA VIDA NÃO TERÁ SIDO EM VÃO.
Martin Luther King