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Mostrando postagens de dezembro 14, 2011

Pequena Flor

Como pequena flor que recebeu uma chuva enorme E se esforça por sustentar o oscilante cristal das gotas Na seda frágil, e preservar o perfume que aí dorme E vê passarem as leves borboletas livremente E ouve cantarem os pássaros acordados sem angústia E o sol claro do dia às claras estátuas beijando sente E espera que se desprenda o excessivo, úmido orvalho Pousado, trêmulo, e sabe que talvez o vento A libertasse, porém a desprenderia do galho E nesse temor e esperança aguarda o mistério transida - Assim repleto de acasos e todo coberto de lágrimas Há um coração nas lânguidas tardes que envolvem a vida de Cecília Meireles