domingo, 10 de fevereiro de 2013

Assistência Parte 4



Grupo de assistência 
 

 Êxodo 22:21 / Atos 16:25-34


I - O ideal da evangelização


                        Uma característica marcante da obra é o aperfeiçoamento constante. Depois das muitas fases na evangelização chegamos ao culto profético, onde todo o foco se dirige para identificar um necessitado na multidão. O culto profético não é mais uma fase, mas um ideal. A evolução da evangelização visou diminuir o constrangimento gerado pela exposição pública de um ato que tem como base uma experiência íntima e pessoal – o chamado.
            O culto profético nos levou a entender que precisamos aprender a receber as pessoas que entram na nossa casa (a igreja). Aqueles que são bem recebidos, voltam e trazem outros também...É a evangelização interna daqueles que o Senhor envia!

II - Um lugar no corpo


                        A compreensão de que a conversão não é o convencimento de uma verdade, mas uma operação do Espírito Santo, move a igreja a dedicar-se à vida no corpo e à comunhão no Espírito... Porque o E.S. só opera num ambiente de comunhão. O grande problema que encontramos é que muitos não conseguem entrar em comunhão. A inclusão à vida no corpo é um ato de Deus, e não da boa vontade, do esforço ou da intenção de algum agente humano.
                        No corpo, o novo convertido encontrará o meio ambiente que o levará à regeneração e à exclusão do pecado. Na convivência do corpo ele troca as suas vestes, pelas vestes novas da regeneração e recompõe o caráter cristão.
                        Saindo de um relacionamento familiar conflituoso, na vida do corpo, descobre uma outra família mais afetuosa e estreita. Das amizades interesseiras, do mundo, onde muitos eram mais amigos do copo, da bola, do bar, do vício... encontrará uma amizade mais temperante e sincera.


III - Características da assistência


III 1 - Função principal – A assistência é o elemento que vai definir o rumo da obra e demarcar os limites do terreno conquistado. A função principal da igreja é assistir. Se a igreja não está assistindo àqueles que o E.S. está trazendo, não alcançou o sentido da sua função e não está fazendo coisa alguma.

 III 2 - Nova mentalidade – É preciso que seja conduzida dentro de uma mentalidade nova, despojada das malícias e dos rudimentos daqueles que não acompanharam os momentos proféticos da obra. Há, no nosso meio, aqueles que não conseguiram avançar além dos patamares da tradição. Outros, que conheceram os movimentos, não conseguem se desvencilhar da compreensão extremada dos usos e costumes e o desgoverno dos dons. Não podemos deixar que erros ou vícios acumulados até aqui inviabilize o esforço da igreja em atender as orientações do Senhor.

III 3 - Convivência  A assistência é primeiramente convivência. A nossa convivência é evangelização. Nela partilhamos da nossa experiência, testemunhamos da nossa fé e ajudamos o novo nascido na caminhada. E as lutas? As lutas são nossas e pessoais. Não temos o direito de transferir e impor ao assistido os problemas, as dificuldades e opressões daqueles que estão na igreja, mas não no corpo e que dizem estar na obra, mas a obra não está neles. O novo convertido não consegue suportar maus testemunhos e maus costumes de crentes que se tornaram crônicos. 

III 4 - Constrangimentos – Não temos o direito de constranger o novo convertido levando-o ao grupo de intercessão, entregando dons para corrigir a sua vida ou repreendendo-o publicamente. Ao novo convertido, o pastor ou alguém que ele escolha, deve-se dirigir somente como uma palavra de conselho e fraterna orientação. Ainda que o “conselho” seja uma revelação e a fraterna “orientação” seja aquilo que o Senhor mostrou como direção para a vida dele. 

III 5 - A confissão -  É o ato em que alguém faz revelação do íntimo ao confessor, e que pode ser uma declaração de culpabilidade. A confissão é algo que se reveste de grande responsabilidade  porque pode ter implicações legais. Além do mais, representa uma informação de caráter sigiloso, de repercussões imprevisíveis,  que pode, por exemplo, for fim a um casamento.     

III 6 - O novo convertido – Qual o tempo para considerar novo? A conversão não se mede por tempo, mas pelas evidências que seguem a nova vida. A prova é parte da conversão. Já foi provado? Como saiu da prova? Deve-se aguardar...Muitos estão chegando com uma consciência elevada de obra, melhores do que alguns que estão há muito tempo no nosso meio. De onde veio? Da idolatria ou da tradição? Temos que entender que as dificuldades manifestadas estão relacionadas ao lugar de origem. Devemos adequar nossa assistência à condição peculiar de cada convertido. Ser pacientes para ouvir, às vezes tudo o que o novo convertido quer é alguém que os ouça...E tudo o que podemos fazer é orar por eles. 


III 7 -O tratamento  A igreja não é lugar para dar vazão aos maus costumes e falta de educação. O tratamento grosseiro, os gritos, certas intimidades com pessoas idosas ou senhoras, a forma ríspida de se dirigir a uma criança...são atitudes que anulam todo o trabalho da igreja e prejudicam convivência. Ninguém suporta uma pessoa mal educada. O pastor e os obreiros devem observar isso. Se alguém, por dificuldades na formação, não conseguiu adquirir os bons modos, a vida na igreja é uma boa oportunidade. Espelhe-se nos melhores exemplos e procure aprender!

III 8 - A ética na assistência  Devemos lembrar que a principal assistência é a espiritual. Sempre que nos aproximamos de alguém devemos procurar ser portadores de uma bênção. Transmitir a Palavra de Deus como agente de vida e solução para os problemas pessoais. Ainda que sejam problemas materiais. Não nos cabe, como assistentes, interferir em problemas familiares, nos negócios ou naquilo que depende unicamente da ação do assistido para a solução. Não ser conivente com decisões que o assistido já tomou mas que quer a “consulta” do grupo de interseção ou do obreiro. Cuidado para não se tornar cúmplice de um erro, quando o assunto é da alçada do ministério da igreja. Não permitir que comentários sobre irmãos e terceiros se propaguem na igreja. Não é depreciando alguém que vamos estar nos valorizando!

 III9 – A prática da assistência nos grupos – Na participação da reunião do culto profético são trazidas as informações do Senhor para compor o culto: as revelações e profecias. Na nossa experiência, os sinais que são trazidos de casa são os mais profundos. O obreiro responsável pela igreja ou trabalho deve fazer uma avaliação mensal do C.P. E o responsável do pólo, de 3 em 3 meses. Usando-se uma matemática simples, pode-se calcular o crescimento linear dos grupos da seguinte forma: se durante 1 mês cada grupo da igreja alcançar uma vida nova, e se a igreja tiver 5 grupos de assistência, no final de 6 meses teremos 30 novas vidas. Após 1 ano, 60. A cada 2 anos a igreja praticamente dobra de tamanho. Os motivos da busca no mês devem ser evidenciados nas reuniões do GA. Exemplo: último dia da intercessão pelos universitários. Não houve nenhuma revelação envolvendo os universitários? O grupo não orou!
         

IV - Compreender de obra


Compreender e viver a obra é virtude dos nobres. A obra nos faz nobres quando permitimos que tudo o que nos traz seja ensino para nós. A obra é uma escola. Nela aprendemos a viver e conviver. Nela está a consciência da vida no mundo, mas também da vida eterna. Quando nos debruçamos sobre o projeto de vida que a obra nos apresenta, descobrimos, na transcendência da fé, o sentido e significado da existência da vida. Tudo o que temos a fazer é ser sensíveis e deixar que o Espírito Santo nos use como veículos da bênção, como servos a serviço do Rei!


AS QUATRO CARACTERÍSTICAS DO HOMEM DE DEUS DESTA OBRA:

            1ª – Experiência com Deus – Intimidade

            2ª – Renúncia – Prevalecer o espírito Santo

            3ª – Humildade

            4ª – O Serviço - Instrumento