sexta-feira, 17 de maio de 2013

SINAIS DO AMANHECER




EXODO 10:22, 23  -  E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.
                                   Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.



                                   Nós conhecemos bem a história de Israel no momento da sua saída do Egito, mas nós devemos levar em conta dois elementos fundamentais daquele êxodo, que são:  escravidão e a promessa de liberdade, ou de libertação.
                                   O escravo não tem autodeterminação, Israel era um povo escravo no Egito e a saída da escravidão para a liberdade não era tarefa fácil, era necessário um preparo, haviam muitos questionamentos, muitas perguntas entre o próprio povo que ia sair, tais como: “Quem nos libertará?  Para onde vamos?  Qual será o caminho?”.
                                   Nós entendemos que a saída de uma posição para outra requer determinação porque em tudo há sempre o perigo do novo.
                                   Eu vou aplicar, diretamente, um aspecto desse perigo que se corre numa saída.
                                   Nós tivemos grupos evangélicos que saíram da Tradição em busca de uma bênção, mas hoje estão no mundo.  Tiveram a primeira experiência, saíram, começaram a caminhar, mas não prosseguiram.
                                   Da escravidão para a liberdade existe um abismo e é necessário transpor isso, é um salto muito perigoso que exige determinação.
                                   A saída não é feita de qualquer maneira e nós conhecemos muito bem o modo que Deus usou para tirar o seu povo do Egito.
                                  

                                  
1)    Deus preparou um homem, um líder.
2)    Deus conscientizou o povo multiplicando as suas maravilhas na terra do Egito...

                                   2.1)   Para  fortalecer o povo.

                                   Israel sofreu com as pragas enviadas sobre o Egito, especialmente com as quatro primeiras,  mas isso o  fortalecia porque via que a mão de Deus estava sobre eles.

2.2)  Para  mostrar a Israel que aquele lugar (Egito) não era bom.

                                   Havia uma pré-tribulação e Deus queria conscientizar o povo de Israel que aquele lugar não era bom para se viver.  As pragas se sucediam, a qualquer instante as coisas aconteciam, não havia mais como ficar naquele lugar, eles precisavam de um lugar de descanso, uma terra que fosse deles.

2.3)  Para ter conhecimento e percepção do momento que estavam vivendo.

Aquele povo não tinha essa consciência do momento, mas Deus a trouxe para eles.
                                  
                                    Pelos  sinais.

                                   Nós vemos na economia de Deus que os momentos foram diversos em toda a Bíblia.
                                   Esses momentos especiais são identificados por sinais característicos. Por exemplo, luz e trevas são sinais que identificam o momento do êxodo de Israel.
                                   As trevas prenunciaram a última praga, que foi a morte dos primogênitos.  Ao mesmo tempo que havia trevas para o Egito, Deus providenciou luz para Israel.  Esses eram os sinais, trevas e luz.
                                   As trevas foram a última praga que Israel presenciou.
                                   Em Cantares nós vemos o mesmo momento da saída da Igreja deste mundo para a eternidade com Deus, a terra prometida.  Cantares fala das trevas, da noite, do amanhecer do novo dia.
                                   Em Mateus 25 Jesus fala desse momento de luz e de trevas que nós estamos vivendo; é a parábola das dez virgens, cinco delas tinham luz e as outras cinco não tinham, estavam nas trevas, foram condenadas com as trevas.                                                          
                                   Em Apocalipse encontramos o anúncio das trombetas e vemos os sinais da quarta trombeta, que é a última para a Igreja Fiel, que falam do escurecimento do sol, da lua, das estrelas e falam desse momento que estamos vivendo.
                                  
                                   Os sinais caracterizam determinados momentos do projeto de Deus.
                                   Dentro do projeto de Deus as mudanças não se dão abruptamente, o homem está avisado, Deus fala com o homem, Deus mostra os seus sinais, Deus aponta o momento para que os seus queridos sejam salvos, sejam livres.                       

                                   Israel não tinha identidade, ele precisava de luz para preparar-se.
                                   O mundo está em trevas, mas a Igreja está vivendo o momento do batismo com o Espírito Santo, ela tem luz para poder preparar-se.  O Egito está em trevas, na confusão, no desespero,  mas a Igreja está-se preparando para a saída.  É o derramamento do Espírito Santo, é a luz que Israel tinha e que hoje nós temos.
                                   As trevas estão aí, é a última praga que a Igreja vai presenciar, ela está vivendo esse momento, mas não está dominada pelas trevas.
                                   Israel tinha um questionamento: “Quem vai-nos libertar?”.  Nós, porém, não temos mais esse tipo de dúvida porque nós sabemos que o Senhor tem providenciado o libertador, que é o Espírito Santo.
O Espírito Santo está realizando essa grande obra de libertação.
                                   Nós sabemos qual é o caminho porque a luz está sobre a Igreja do Senhor, e ela está apontando para Jesus, Ele é o Caminho. 

3)    Deus deu  um  código para Israel.

                                   Israel era um povo que vivia na escravidão, ele tinha que organizar-se, ter uma identidade própria, um código próprio para estabelecer-se na terra prometida, e esse código era o cordeiro assado no fogo.
                                   Nós também temos um código, que é a Palavra do Senhor, que é o Cordeiro revelado.
           
                                   Quais foram as doutrinas para a saída de Israel do cativeiro?  Quais são as doutrinas para o nosso momento?


3.1)  O cordeiro assado  no  fogo.

                                   Até aquela data eles preparavam o cordeiro de outras maneiras, mas ali o Senhor determinava que eles assassem o cordeiro no fogo porque, no momento da saída, o alimento tinha que ser substancial, consistente, aquilo que era necessário para a vida.

                                   Nós temos a bênção do batismo com o Espírito Santo.
                                  
                                                                      
                                   Onde estava a revelacão para Israel?

                                   A revelação para Israel estava em duas coisas:  O cordeiro e o fogo.

                                   1)  O Cordeiro.

                                   Eles conheceram o cordeiro, a intimidade do cordeiro, quando este foi morto.

2)    O fogo.

                                   Eles conheceram o fogo quando se alimentaram do cordeiro assado no fogo.
           
                                   Onde está a revelação para a Igreja Fiel?

                                   Para nós, nesta hora, a revelação está, também, em duas coisas:  A Palavra e os dons do Espírito.

1)    A Palavra.

                                   É o Cordeiro revelado em toda a sua intimidade:  cabeça, pés e fressura.
                                  
                                   Cabeça  -  É o governo.
                                   Pés  -  É o caminho.
                                   Fressura  -  É o íntimo, a intimidade.

2)    Os dons do Espírito.

                                   É o fogo que está dentro dessa Palavra maravilhosa.

                                   Eu era pastor de uma igreja e um grupo subiu ao monte para orar.  Eles viram o fogo, a presença do Senhor, em algumas folhas ali.
                                   O Senhor disse, então, para uma irmã: “Leva esta folha (das que se tinham queimado) e manda o teu marido abrir a minha Palavra porque Eu quero falar com ele”.
                                   Quando ela chegou em casa, ele estava na janela, muito aborrecido (e com razão).
                                   Ela adiantou-se logo e foi dizendo: “Eu tenho uma palavra do Senhor para você.  Antes de dizer alguma coisa, você vai ajoelhar-se”.
                                   Ele estava zangado, mas obedeceu  (porque mulher manda mesmo, não é?).
                                   Quando ele abriu a Bíblia, aquela folha que a irmã trouxera do monte estava pegando fogo.  Foi uma experiência viva. 
                                   Nesta hora é o fogo da  Palavra, a Palavra revelada.
                                   A Religião, de um  modo geral, o evangelho está em dificuldade hoje, ele não tem mais nada para dizer, a letra esgotou-se e para isso só tem duas  saídas:  tolice e misticismo.

3.2) Permanecer  em  casa.

                                   Todos deveriam permanecer em casa naquela noite, na intimidade do cordeiro, com a consciência de que o cordeiro havia morrido para que eles tivessem vida.
                                   Nós, também, esperamos em casa, na comunhão, na revelação, na intimidade do Cordeiro.
                                   Tudo está sendo feito.  Agora é dar sentido de corpo à Igreja que vai sair, ela vai ser arrebatada na luz,  na revelação,  no alimento específico,  que é a Palavra de Deus.

                                   Israel tinha um corpo?

                                   Não, Israel não tinha um corpo preparado, ele tinha uma estrutura profética do corpo.
                                   Onde estava esta estrutura profética do corpo?

                                   Ela estava nos ossos de José,  que prefigura Jesus.  Eles levaram, profeticamente, para a terra de Canaã a estrutura da Igreja que se organizou depois, com o corpo ressurgido de Jesus.



3.3) O sangue nas umbreiras e na verga da porta.

                                   É o clamor.
                                  
                                   Onde estava o segredo de Israel?  Qual era o clamor de Israel?

                                   Para Israel o sangue do cordeiro estava nas umbreiras e na verga da porta , nas casas onde o haviam comido.  Eles entrava e saíam em comunhão,  tudo o que eles tinham que fazer do lado de fora era em comunhão.

                                   Onde está o segredo da Igreja?   Qual é o clamor da Igreja?

                                   Para a Igreja o sangue do Cordeiro está na porta do nosso coração.  Nós entramos e saímos para o mundo no clamor. 
Não há diferença nenhuma, aquilo que foi para Israel, é para nós porque Deus não muda, o projeto é o mesmo.  Tudo o que acontece a Israel é profético e com a Igreja é a mesma coisa.
                                   Hoje está tudo pronto.  Tudo o que foi profetizado está cumprido.  Não sabemos nem o dia e nem a hora, só temos que nos preparar porque o amanhecer está diante de nós.  Dentro de casa está a luz, o Cordeiro está presente, a porta de saída está pronta, revestida pelo sangue, apontando para o caminho da vida.
                                   Para o Egito o caminho é para a morte, a grande tribulação.
                                   A Igreja espera o amanhecer,  a sua grande libertação, vamos partir para o novo e eterno dia.
                                   Quem crê está salvo, mas quem não crê já está condenado!

                                   Luz e trevas sãos sinais do amanhecer!

                                   Amém.