sexta-feira, 26 de abril de 2013

Os últimos tempos


“Quando lemos II Tess. 2:3 e Timóteo 3:1-13, ficamos sabendo que antes do dia da volta do Senhor haverá apostasia e dias perigosos quando a maldade e a mentira aumentarão grandemente. Tal apostasia não se refere à educação, gigantescas reuniões, pastores capazes, catedrais maravilhosas e progresso mental e físico. Relaciona-se com a fé e o reconhecimento do poder de Deus. Aponta para as igrejas renomadas que se inclinam para a chamada Alta Crítica (na verdade não passa de incredulidade), e negam as obras sobrenaturais de Deus, tais como a regeneração, santidade, orações atendidas e a revelação do Espírito Santo. Antes da vinda do Senhor, haverá muita fraude e muito erro; e, se possível, ate os escolhidos seriam enganados. A “forma da piedade” será aumentada. A fé será diminuída por causa dos credos falsos, engendrados por satanás, e também o amor pelo mundo e a negação da palavra de Deus. Um irmão disse bem: Tais obras satânicas produzirão um efeito intangível que nos envolverão como o ar. Haverá uma forma de piedade exterior, mas por dentro estará cheia de maus espíritos e da melancolia do inferno. Esses espíritos malignos farão o máximo para desviar e oprimir os filhos de Deus. Atacarão nosso corpo, diminuirão nossa vontade e embrutecerão a nossa mente. Toda espécie de sensações e provações estranhas nos sobrevirão, fazendo-nos perder o desejo de buscar a Deus e a força de fazê-lo, cansando nosso espírito, embotando nossa mente e tornando-a entorpecida e, ao mesmo tempo, fazendo-nos estranhamente amar os prazeres e costumes do mundo, como também cobiçar as coisas proibidas por Deus. Perderemos a liberdade e o poder de pregar; não poderemos nos concentrar para ouvir as mensagens; e seremos incapazes de nos ajoelhar para orar dedicadamente por algum período mais longo. Tais trevas e tal atmosfera deverão ser enfrentadas com resolução. Sem dúvida, satanás procura obscurecer nossa mente e vontade com uma espécie de poder inconcebível para que se torne extremamente difícil andar com Deus e muito fácil viver de acordo com a carne. Acharemos que é difícil servir a Deus fielmente e orar com perseverança, como se tudo dentro de nós se levantasse para impedir-nos de seguir o Senhor Jesus ate o fim e fazer-nos concordar com o mundo. A atmosfera à nossa volta nos obrigará a trair a Deus e a desistir de nossas sinceras orações. Embotará nossa sensibilidade espiritual para que não vejamos as realidades celestiais ou a gloriosa presença do Senhor. Assim, facilmente negligenciaremos a comunhão com Deus e descobriremos que é difícil manter comunhão com Ele. Já estamos sentido o começo destas influencias. A concupiscência do mundo tece sua rede extensa de muitas maneiras à volta dos crentes. Torna-se cada vez mais apertada e mais forte com o passar do tempo. Muitas coisas que nas gerações passadas eram inimagináveis agora estão sendo praticadas sem restrição. Muitos lugares de adoração não só resistem à entrada de coisas espirituais, bloqueando reavivamentos, mas também introduzem toda espécie de festejos e coisas duvidosas. Falando de um modo geral, em todo o mundo, a diminuição da fé e o desenvolvimento da apostasia são evidentes. Naturalmente, reconhecemos que ainda há muitos lugares abençoados por Deus. Mas examinando a situação da igreja no mundo inteiro como um todo, não deixa de apresentar um quadro digno de dó. Tendo visto estas coisas, não podemos deixar de gritar a igreja de Deus que se levante, que desperte, que retorne a comunhão com Deus e que agrade ao Senhor no tempo que ainda resta. Estejamos preparados para comparecer diante do tribunal de Cristo e apresentar o nosso caso.” 

- Extraído do Livro: O Testemunho de Deus - 1979 - T.S (Watchman) Nee


Este texto deve ter sido escrito na década de 50 ou 60, e o testemunho forte e impactante deste irmão, vem nos mostrar exatamente que é o auge deste período, que estamos vivendo hoje, meio século depois; e quanta luta e provações ainda temos pela nossa frente, ate completarmos nossa carreira. Que Deus tenha misericórdia e nos fortaleça na sua graça para que possamos perseverar firmes até o fim. - dpc