quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ó profundidade das riquezas!

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus!

Paulo diz em sua carta aos Romanos: " Em Cristo digo a verdade, não minto...:Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração..., por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne." - Rm. 9:1-3, pois seu desejo era que os seus compatriotas alcançassem a mesma graça que ele alcançou, mas como estes estavam endurecidos e guardados na profundidade das riquezas de Deus, então diz:
"Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente." - Rm. 10:21.

Paulo conseguia ver claramente nas profecias de Isaías, uma realidade que sabia, que ele jamais poderia mudar no seu tempo.

"Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?" - Isaías 53:1O braço do Senhor foi revelado aos gentios.  "E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que não me buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam." - Rm. 10:20. Este versículo nos fala claro da eleição que vem pela graça, e da salvação que resulta da fé em Jesus e não pelas obras.

Neste texto vemos a parábola contada por Jesus, onde os convidados recusaram estar no banquete do Rei, e os pobres e necessitados [gentios] tiveram pela graça, acesso à presença de Deus [Mt 22]. Então, Paulo diz, que a queda deles resultou na riqueza de todo o mundo, mas que Deus não tinha invalidado suas promessas para com seu povo escolhido. Até a salvação dos gentios, serviria também para os incitar a emulação [1 -Sentimento que incita a imitar ou a exceder outrem.], para que através deste ciúme ou estímulo, encontrassem um caminho ao arrependimento.

"Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!" -  Rm. 11:11-12.

De inicio parece simples de entender os planos de Deus, mas não é assim. Precisou que o Espírito Santo revelasse nas palavras de Isaías e demais profetas, uma palavra de entendimento que viesse a consolar e dar paz ao coração do apóstolo. Então Paulo ao contemplar a glória de Deus, de fazer tudo (dureza, cegueira, bondade, misericórdia imerecida e aparentes injustiças diante das promessas existentes), convergir na pessoa de Cristo Jesus, alcançando a todos pela sua sabedoria, exalta e louva a Deus pelos seus maravilhosos planos.

"Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." - Rm. 11:32-36.

dpc- 25.12.13